sexta-feira, 28 de outubro de 2011

HELENA SAMARA

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Na verdade se chama Lia Kalme, Helena Samara é seu nome artístico.

"Eu me chamo Lia Kalme. O sobrenome é de origem letoniana. Sou mineira de Belo Horizonte, mas fui criada em São Paulo. Minha mãe tinha uma fábrica de chapéus na região da rua 25 de Março, no centro. Um dia, olhando pela janela, vi o letreiro de uma loja chamada Tecidos Samara, e disse: “mãe, quando eu trabalhar em rádio, vou me chamar Lia Samara. Eu tinha 14 anos, mas já sabia que queria ser artista e ela achava que era um sonho impossível. Como na época em que comecei tinham muitas Lias, me deram o nome de Helena Samara. Hoje estranho quando alguém me chama de Lia".

Essa dubladora consagrada fez um trabalho genial como a Bruxa do 71, quem não morre de rir, com a Dona Clotilde falando "Boneco!" ou "Só o seu perfume, já me incendeia" ou "Seus olhos são de colibri, eles me fascinam" ou "Com li-cen-ça!" ou "Seu Madruga, que tal o senhor e eu, irmos quebrar a pichorrinha?" ou "Da parte de quem?"

"Quando larguei o escritório do estúdio de dublagem, fui visitar alguns colegas dubladores no SBT, que ficava ainda na Vila Guilherme, nos anos 80. Ali, brincando com os colegas, o diretor Marcelo Gastaldi, que também faz a voz do Chaves, me convidou para fazer a voz da Bruxa do 71. Até hoje, é uma personagem que me dá muito sucesso. Depois disso, trabalhei no escritório do estúdio de dublagem Megasom, na Vila Mariana por oito anos. Lá fiz poucos trabalhos porque atuava mais na administração".

Helena coleciona sucessos no meio da dublagem, como, por exemplo, Wilma Flintstone (a mulher do Fred) e Endora (a mãe da Feiticeira).

Sempre que pode também vai a eventos e lançamentos que tenham a ver com CH.

CARLOS SEIDL
Carlos Seidl



Um dos dubladores mais atenciosos com os fãs, Seidl é conhecido por ser uma pessoa gentil, de temperamento fácil e, além de um excepcional dublador, é um excelente ator. Sempre apoiou o fã-clube, estando presente em todos os seus eventos.
NELSON MACHADO

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Dono de uma personalidade forte, Nelson Machado é um cara que sempre diz o pensa, o que às vezes pode ser mal-interpretado por quem não o conhece direito (criou até a fama de antipático), mas Nelson é um dos dubladores mais solícitos, sempre responde aos e-mails dos fãs e as entrevistadores de sites CH (aliás, ninguém agüenta mais tanta entrevista com o Nélson). Faz questão de responder a todas as perguntas (só as inteligentes, é claro) dos fãs e está sempre presente em eventos que envolvem a dublagem. Escreveu uma bela biografia, chamada "Versão Brasileira" e agora comanda um programa na TV Capricórnio, de mesmo nome. Nelson é famoso por exigir os direitos que ele merece, por isso demorou a fechar o contrato com a Amazonas Filmes e bateu de frente com o SBT na questão do desenho animado do Chaves. Em todos os casos, teve razão. Chegou até a discutir com integrantes do fã-clube por causa de piadas (que os fãs queriam e ele não nos episódios), costuma improvisar e mudar o texto adaptado pelo fã-clube, mas quase sempre, com razão. Consegue uma coisa fantástica: os personagens dublados pelo Nelson geralmente costumam ficar mais bacanas na voz dele do que na original. O Quico é o maior exemplo, o Quico do Machado é muito melhor do que o Quico, do Villagrán.

Foi o único dublador CH original (além de Leda Figueiró), que dublou a série do Kiko, na Bandeirantes, que infelizmente, não teve sucesso.

Tem muito orgulho do trabalho de dublador e faz questão de sempre defender a língua portuguesa(e seu uso correto).

Seu novo projeto é a série "Ah, que Kiko!", que deverá dublar, para a Amazonas Filmes, junto com Carlos Seidl.

A dublagem do Chaves

MARCELO GASTALDI

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O que dizer de Marcelo Gastaldi ? É fato que sem ele, as séries Chaves e Chapolin não teriam o mesmo o sucesso. Além de dublar os dois protagonistas das séries mais queridas por nós, Gastaldi ainda foi diretor da dublagem, fazendo um trabalho irrepreensível.

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Sua morte, há mais de 10 anos atrás, foi o mais duro golpe que a nação chavesmaníaca poderia receber. Eu chego a dizer que para nós, brasileiros, Gastaldi é tão importante quanto Chespirito.

Além de ator e dublador, Gastaldi era músico e foi integrante do grupo "Os Iguais", junto com Mário Lúcio de Freitas, que fez as vinhetas e músicas brasileiras da série. Aliás, junto com Mário Lúcio, compôs várias músicas para o LP do Chaves, músicas que ouvimos até hoje na série da TV.

MAGA ou Magaldi, como era conhecido, era amigo de todos os dubladores que trabalharam em "Chaves" e "Chapolin", esse entrosamento da vida real acaba se refletindo na dublagem, podemos ver a química entre os dubladores (mesmo cada um gravando sua fala em separado). Gastaldi era tão genial que até frases sem nexo do Chaves viraram clássicas, como "Qual é a diferença entre o tinteiro e a canção da ausência?", "Os lambareeeeees"(única fala em que dublou o Godinez), - Que história é essa de abacaxis? "Os petecas".

Sem contar frases que só de lembrar, dá vontade de rir "Minha marretinha", "Cacuquei tetinho", "Churrrros ! Pra vocês, os churros ! Seu Madruga, me vê um churro ? Que que foi que foi que que há ? Claro que sim. Seu churro, me vê um Madruga ?"

Certamente se o MAGA estivesse vivo, o SBT mandaria dublar mais episódios inéditos e não teríamos a saturação de hoje em dia, a morte do Marcelo foi um golpe fatal, especialmente, nos chavesmaníacos(já que o Chapolin, pelo menos, tem tido episódios inéditos recentemente).
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Além do trabalho espetacular, memorável nas séries CH, Gastaldi fez a melhor dublagem de todos os tempos no desenho SNOOPY, como o personagem Charlie Brown, ele e sua turma, mudaram o nome de vários personagens para Betty Pimentinha, Isaura, Lino, e fizeram um trabalho tão marcante, que tornaram (para os mais exigentes) impossível ver SNOOPY com outra dublagem. MAGA imortalizou expressões como "Que puxa!".

Além de tudo, Gastaldi foi um dos locutores dos títulos do desenho PICA PAU, o desenho mais engraçado de todos os tempos, na minha opinião. O Marcelo era um pouco Midas, tudo o trabalho que fazia, era um sucesso.